IPT na Comunidade São Remo

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Pesquisadores do IPT desenvolveram um equipamento eletrônico para monitorar condições ambientais, em tempo real, em assentamentos urbanos e a primeira unidade foi instalada na Comunidade São Remo, vizinha da Cidade Universitária, na zona oeste da capital paulista.

O desenvolvimento deste equipamento é parte do projeto ‘Requalificação de Assentamentos Urbanos Precários (AUPs)’ do IPT. “A iniciativa integra ações voltadas à educação ambiental, ciência cidadã e uso de tecnologias digitais para apoiar comunidades urbanas vulneráveis”, informou a pesquisadora Ros Mari Zenha, da unidade Habitação e Edificações do Instituto e coordenadora do projeto. Integram a equipe os pesquisadores do IPT Oswaldo Sanchez Júnior Sanchez Junior, da unidade Energia, e Matheus Jacon Pereira, gerente da Seção de Internet das Coisas, Transportes e Engenharia Conectada da unidade Tecnologias Digitais.

Segundo Jacon, o equipamento instalado na comunidade São Remo, em dezembro de 2025, foi testado até fevereiro de 2026: “Funciona como uma estação de monitoramento ambiental baseada em Internet das Coisas (IoT), integrando sensores capazes de medir diferentes variáveis climáticas relevantes para a compreensão das condições ambientais locais como temperatura do ar, umidade relativa, velocidade do vento e chuva.”

A integração do equipamento com a Plataforma IoT Ibirapitanga, desenvolvida no IPT, é um diferencial deste projeto: “A plataforma foi concebida para atuar como um ambiente digital capaz de integrar sensores urbanos e promover interoperabilidade entre diferentes tecnologias de conectividade e dispositivos IoT.”

A plataforma também oferece diversas funcionalidades para gestão e análise dos dados coletados, como monitoramento em tempo real, dashboards de visualização de dados, armazenamento da linha do tempo das medições, geração de alertas e eventos e integração com outros sistemas por meio de APIs.

Ros Mari explica que o equipamento é alimentado pela rede elétrica do prédio onde foi instalado na comunidade, no espaço do Associação Sócio Educativa e Cultural Projeto Alavanca Brasi, uma organização que atua na São Remo. Parcerias acadêmicas também poderão ser estabelecidas com a FAU USP – Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo, a Escola de Aplicação da FEUSP, além do interesse em escalar o projeto por parte da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo.

Segundo Ros Mari “os dados irão embasar soluções destinadas a criar territórios reurbanizados para melhorar a qualidade de vida dos moradores”.

Anderson Correia, diretor-presidente do IPT, vê potencial relevante na tecnologia para fazer frente a desafios ambientais: “A ideia é ampliar o uso do equipamento para outras localidades do estado, facilitando o monitoramento ambiental e apoiando as comunidades a se tornarem mais resilientes.”

Leia mais sobre o projeto em https://lnkd.in/d6KzwTD2

Fonte: https://www.linkedin.com/school/iptsp/posts/

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